Brigadeiro Eduardo Gomes

# Brigadeiro Eduardo Gomes **Brigadeiro Eduardo Gomes** (1896–1981) entrou para a história de peito aberto — literalmente. Em 5 de julho de 1922, um punhado de jovens tenentes rebelou-se contra a República Velha e seus vícios: fraude eleitoral, coronelismo, exclusão popular. No Forte de Copacabana, no Rio, dezessete militares e um civil marcharam pela praia em direção às tropas legalistas, sabendo que iam morrer. A maioria morreu. Eduardo Gomes sobreviveu, baleado mas de pé. Tornou-se, naquele dia, o símbolo de uma geração que se recusava a aceitar o Brasil como estava. Os "18 do Forte" — número impreciso, como toda lenda — detonaram o movimento tenentista, que sacudiu a República ao longo dos anos 1920 e desembocou na Revolução de 1930. Eduardo Gomes participou de tudo: da Coluna Prestes à articulação que levou Getúlio Vargas ao poder. Depois, rompeu com Vargas quando o Estado Novo se revelou ditadura. Era um democrata por convicção, não por conveniência — posição rara e arriscada no Brasil daquela época. Quando a Força Aérea Brasileira foi criada em 1941, Eduardo Gomes se tornou um de seus primeiros e mais influentes oficiais. Organizou o Correio Aéreo Nacional, que levou comunicação e presença do Estado a regiões remotas da Amazônia e do Centro-Oeste. Candidatou-se duas vezes à Presidência da República — em 1945 e 1950 — mas perdeu ambas. Não se amargou. Continuou servindo, chegou ao posto de Marechal do Ar e morreu em 1981, aos 85 anos, como um dos brasileiros mais respeitados de seu tempo. ## Legado Brigadeiro Eduardo Gomes representa a coragem cívica — a disposição de arriscar tudo por convicção. Dos 18 do Forte ao Correio Aéreo Nacional, sua trajetória mostra que a defesa de um país vai além do campo de batalha: inclui a integração do território, o fortalecimento das instituições e a luta pela democracia. ## Por que homenageamos Eduardo Gomes dedicou a vida a conectar e integrar o Brasil — por ar, por convicção, por ação. O brasileiro.tech se identifica com essa missão: usar a tecnologia para conectar, integrar e fortalecer a soberania nacional.