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Eli Horn

Elie Horn nasceu em 1944 em Aleppo, Síria, o caçula de oito irmãos, e chegou ao Brasil aos onze anos em 1955, viajando de navio em terceira classe para reencontrar o pai em São Paulo. Em São Paulo, encontrou não apenas um novo lar, mas o solo fértil onde plantaria uma das maiores histórias do empreendedorismo brasileiro.

Em 1962, fundou a Cyrela com seus irmãos. O que começou modesto — poucos empreendimentos, capital limitado, tudo feito na base da confiança e do aperto de mão — cresceu ao longo de seis décadas para se tornar a maior incorporadora de médio e alto padrão do Brasil, presente em 16 estados e 66 cidades, com receita superior a R$ 7 bilhões e mais de 12 mil colaboradores.

Mas Eli Horn não é grande apenas pelo que construiu em concreto. É grande pelo que construiu em caráter. Tornou-se o primeiro brasileiro a assinar o Giving Pledge, compromisso público criado por Warren Buffett e Bill Gates de doar mais da metade de sua fortuna para causas sociais — no caso de Eli, 60%. Não o fez por vaidade. Fez porque acredita, com a convicção de quem viveu a escassez, que riqueza só tem sentido quando compartilhada.

Através do Instituto Cyrela, criado em 2011 sob seu lema "Fazer o bem constrói e transforma", Eli Horn direcionou recursos para educação, escolas públicas, centros de primeira infância e programas de desenvolvimento nas comunidades onde a Cyrela atua. O programa "Um por Muitos" conecta cada apartamento vendido a investimentos diretos em educação — uma engenharia social tão sofisticada quanto a engenharia civil que sustenta seus edifícios.

Aos filhos Efraim e Raphael, que hoje conduzem a Cyrela como co-presidentes, Eli Horn transmitiu mais que uma empresa: transmitiu uma ética. A ética de quem sabe que o Brasil foi generoso com um menino sírio de onze anos e que essa generosidade deve ser devolvida multiplicada.

Eli Horn é a prova viva de que o Brasil, quando acolhe, transforma vidas — e de que vidas transformadas, quando gratas, transformam o Brasil de volta.