# Jorge Paulo Lemann
Jorge Paulo Lemann é um suíço-brasileiro que joga tênis, surfou na juventude carioca e, quase por acidente, se tornou o homem mais rico do Brasil e um dos capitalistas mais temidos do planeta. Mas não há nada de acidental na trajetória de Lemann — há método, obsessão por eficiência e uma convicção inabalável de que brasileiros podem competir com qualquer um, em qualquer arena, em qualquer lugar do mundo. Quando fundou o Banco Garantia nos anos 1970, modelou-o à imagem do Goldman Sachs: meritocracia radical, sociedade para quem entrega resultado, zero tolerância para mediocridade. Era um experimento cultural tanto quanto financeiro — provar que o Brasil podia produzir uma instituição de excelência à altura de Wall Street.
O salto veio com a 3G Capital, fundada ao lado de Marcel Telles e Beto Sicupira — o trio que o mundo dos negócios aprendeu a chamar, com admiração e certo receio, de "os brasileiros". Juntos, compraram a Anheuser-Busch e criaram a maior cervejaria do planeta. Compraram o Burger King e o Heinz. Fundiram Kraft e Heinz numa das maiores empresas de alimentos do mundo. Em cada aquisição, aplicaram a mesma receita: cortar gordura, premiar desempenho, pensar em décadas, não em trimestres. Críticos chamaram de cruel; resultados chamaram de genial. O fato é que três brasileiros sentaram à mesa com os maiores capitalistas americanos e europeus — e saíram com as empresas deles debaixo do braço.
Mas Lemann não é apenas um comprador de empresas. É um construtor de cultura gerencial que influenciou milhares de executivos brasileiros. O "sonho grande" — título do livro que conta sua história — virou mantra de uma geração de empreendedores. E quando percebeu que o Brasil precisava de mais do que empresas eficientes, criou a Fundação Lemann, que já investiu bilhões em educação pública, bolsas de estudo em Harvard, Stanford e MIT, e formação de líderes públicos. Lemann entendeu cedo que um país se faz com gente preparada — e que gente preparada precisa de oportunidade, não de berço.
## Legado
Lemann provou ao mundo que gestão brasileira pode liderar empresas globais — não como coadjuvante, mas como protagonista. Sua filosofia meritocrática, para o bem e para o mal, moldou a cultura corporativa de uma geração inteira de executivos no país. E a Fundação Lemann segue formando os líderes que vão decidir o futuro do Brasil nas próximas décadas, apostando que educação de qualidade é a única vantagem competitiva que nenhuma crise econômica pode tirar.
## Por que homenageamos
Lemann mostrou que visão e gestão brasileiras podem comandar as maiores empresas do mundo — o brasileiro.tech carrega essa mesma ambição para o setor de tecnologia: competir globalmente, sem pedir licença, sem aceitar teto.
Empreendedorismo